I Simpósio de Nutrogeriatria destaca longevidade saudável  
Publicado em 29/05/2026

 

A busca por uma vida mais longa, ativa e com autonomia esteve no centro das discussões do I Simpósio de Nutrogeriatria, promovido pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), com apoio da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), no dia 23 de maio, em São Paulo. 

O encontro reuniu especialistas de geriatria e nutrologia para debater os principais desafios do envelhecimento e os caminhos clínicos e nutricionais voltados à qualidade de vida da população idosa.

Ao longo da programação, os profissionais abordaram temas atuais e cada vez mais relevantes nesse contexto, como osteossarcopenia, fragilidade, demência, obesidade no idoso, capacidade intrínseca, desnutrição e intervenções nutricionais associadas à funcionalidade e à prevenção de doenças.

Mais do que discutir tratamentos, o Simpósio reforçou o papel do estilo de vida como protagonista da longevidade saudável. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção da massa muscular, sono adequado e suplementação individualizada apareceram como pilares fundamentais para preservar autonomia e reduzir impactos das doenças crônicas durante a vida.

Também foram apresentados casos clínicos reais, utilizados para demonstrar, na prática, a eficácia de estratégias terapêuticas e nutricionais aplicadas a idosos em diferentes condições de saúde.

Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da ABRAN, um dos destaques do evento foi justamente a abordagem prática e baseada em evidências científicas. “O Simpósio trouxe, de forma muito clara, que envelhecer com qualidade de vida é possível. Hoje já existem fundamentações sólidas confirmando que hábitos saudáveis, atividade física, nutrição adequada e acompanhamento médico podem impactar diretamente a funcionalidade, a cognição e a autonomia do paciente idoso”, afirmou.

 

 

Dr. Nelson Iucif Jr, médico nutrólogo e geriatra, coordenador do Simpósio, destacou que medicamentos e terapias modernas foram discutidos como ferramentas auxiliares, mas não substituem os cuidados básicos com a saúde. “Os fármacos podem atuar como adjuvantes importantes, mas o grande destaque continua sendo o estilo de vida. O envelhecimento saudável depende de escolhas feitas no dia a dia e da adesão do paciente às orientações propostas pelos profissionais de saúde”.

O especialista também ressaltou o sucesso dessa primeira edição. 'Reforçamos a necessidade de ampliar o debate sobre Nutrogeriatria no Brasil, especialmente diante do envelhecimento acelerado da população. Nossa proposta é contribuir para uma medicina cada vez mais preventiva, funcional e centrada na manutenção da qualidade de vida da pessoa idosa”.